Delírio – Lauren Oliver – #Resenha

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Delírio - Lauren Oliver - #Resenha | OBLOGDAMARI.COMTitulo: Delírio – Skoob – Goodreads

Titulo Original: Deliruim

Autor(es): Lauren Oliver

Tradução: Rita Sussekind

Editora: Intrínseca

Ano: 2012

ISBN: 978-85-8057 – 164 – 6

Série: Deliruim

Volume: 01

Número de páginas: 352

Sinopse: Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra.

A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?…  Confira aqui um trecho do primeiro capítulo do livro.

[divider3 text=”Sobre o Autor”]

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Lauren Oliver vem de uma família de escritores e por isso sempre acreditava (erroneamente) que passar horas na frente do computador todos os dias, meditando sobre a diferença entre “rindo” e “rir”, é normal. Ela sempre foi uma leitora ávida. Freqüentou a Universidade de Chicago, onde ela continuou a ser o mais prático possível, formando em filosofia e literatura. Após a faculdade, ela participou do programa do MFA na NYU e trabalhou como assistente do mundo, pior, editorial e editor assistente de apenas marginalmente melhor, em uma grande editora em Nova York. Suas contribuições principais carreira durante este tempo foram desrespeitando o código de vestuário corporativo, a cada passo possível e repetidamente quebrar a impressora. “Antes que eu vá” é seu primeiro romance publicado.

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[divider3 text=”Book Trailer”]

[media url=”http://www.youtube.com/watch?v=ULJa33cCQCM”]

[divider3 text=”Opinião da Nathy”]

Livros de distopias não são meu gênero favorito, somente li um livro antes de Delírio que mostrava que o mundo poderia ser após alguns eventos, no entanto fiquei realmente curiosa quando soube que Delírio abordava um assunto bem interessante, um mundo onde as pessoas quando completavam dezoito anos tinham que passar por uma intervenção e dessa forma não teriam mais a ‘doença amor’. Minhas expectativas eram muito elevadas e talvez por isso não tenha aproveitado tanto o livro, sem contar que também faz parte de uma série, ou seja, nem tudo acontece da forma que desejava e somente nas próximas edições é que saberemos do desfecho, o que não me agrada em nada não sou fã de trilogias ou séries muito longas porque no caminho para um excelente final as autoras acabam se perdendo.

Delírio é narrado em primeiro pessoa outro ponto que realmente me incomoda, em alguns livros essa fórmula funciona, mas também é algo que já esta saturado. Consigo compreender que narrado na primeira pessoa faz com que o leitor se identifique mais facilmente com os pensamentos e sentimentos da personagem principal, inclusive seus medos de que a pessoa que tanto ama possa não corresponder, no entanto, assim como conseguimos ter essa identificação os outros personagens ficam muito perdidos na história e não vemos como estão se sentindo naquele instante, por isso prefiro a narrativa em terceira pessoa. Mas, o livro tem um ponto positivo que apesar de sua narrativa, a leitura flui de uma forma muito leve, quando menos espera já está devorando até a última página.

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“ É o mais mortal entre todos os males: você pode morrer de amor ou da falta dele”

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Lena é uma garota prestes a completar dezoito anos e finalmente passar pela intervenção, não tem nenhuma duvida de que isso deve acontecer, até que algumas situações são colocadas diante dela. Ela é uma personagem que me deixou muito confusa, primeiro porque suas atitudes eram um pouco infantis e não pareciam de uma adolescente de dezessete anos, segundo que quando resolve questionar tudo acontece de uma única vez, mas continua tendo atitudes muito infantis. Ao mesmo tempo em que conseguia compreender porque estava fazendo tudo aquilo, sentia uma pontada de raiva e queria realmente sacudi-la para que parasse e percebesse as decisões que estava tomando. Sinceramente não gostei da atitude que tomou no final desse livro, o que colaborou para que não ficasse ansiosa para os próximos livros.

Alex é um rapaz que age da melhor forma possível e me fez cair de amores logo com sua primeira aparição, mas também confesso que esperava mais dele como mocinho até o final do livro, onde agiu como qualquer outro mocinho iria fazer pelo bem da mocinha. Na minha visão somente conseguia vê-lo como um menino que lutava para não deixar de ter esses sentimentos, a forma como a qual ele luta para ficar ao lado de Lena e mostrar quão verdadeiro é tudo o que sentem me deixou ainda mais presa ao livro, com o final que teve já estou esperando que outro mocinho irá ter participação o que me frustra demais, acho que as autoras poderiam saber como desenvolver um personagem carismático, como o Alex foi nesse livro, e deixá-lo como sendo o único, sem precisar fazer com que os leitores fiquem divididos entre outros mocinhos.

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“Em seguida, ele faz o que é absolutamente e terminantemente impensável.

Ele pisca para mim.”

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Ainda no livro tem a participação de outros personagens como Hanna, a melhor amiga de Lena. Ela foi outra personagem que em alguns momentos adorava e em outros passava a detestar, principalmente pela a forma como tratava Lena, ambas sabiam que depois da intervenção tudo iria mudar e que não se falariam novamente como melhores amigas, mas senti que Hanna estava em um nível muito diferente na personalidade do que Lena, o que não me fazia querer que as duas continuassem como melhores amigas e sim que seguissem seus caminhos como deveria ser. Em muitos momentos achei somente a Hanna impulsiva, sem pensar nas consequências de seus atos como se tudo o que estivessem vivendo fosse somente uma brincadeira e logo passaria, espero que nos próximos livros ela melhore bastante.

E tem também a família de Lena, formada por sua irmã Rachel, tia Carol e suas primas Jenny e Gracie, não foi possível me identificar com nenhuma delas pelo fato de que somente sabia o que Lena relatava e pela forma como contava os fatos não me fizeram simpatizar com nenhuma delas, talvez apenas com Gracie, mas a criança somente faz gestos e não fala nenhuma palavra desde que perdeu a mãe, ou seja, tornou muito mais complicado gostar de verdade de algum deles.

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“ Não é possivel ser feliz realmente a não ser que ás vezes se sinta infeliz. Você sabe disso, certo?”  

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Por fim, tem um mistério que gira em torno da morte da mãe de Lena, por não ter sido curada ela acabou cometendo suicídio e com isso suas filhas levam essa marca dentro de si, talvez nem tanto Rachel em vista de que já estava curada, mas Lena ainda sente o peso dessa morte e por isso talvez que tenha essas atitudes. Apesar de sua mãe ser citada somente algumas vezes gostei demais dela, pois não queria mais se submeter a intervenção, queria continuar amando suas filhas e seu falecido marido, o que de fato passa uma mensagem muito linda, por mais que ás vezes amar lhe machuque deve doer mais ainda não poder sentir absolutamente nada por outro ser humano.

Segundo informações da editora intrínseca o segundo livro da série denominado Pandemônio terá seu lançamento previsto para março desse ano, a capa e a sinopse já foram divulgadas em nossa página do facebook, se quiser conferir clique aqui.

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“-Ela morreu – respondo, surpresa com a dificuldade de dizer isso. Alex fica quieto a meu lado, então continuo: – Ela se matou. Quanto tinha seis anos .”

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[divider3 text=”Quote Favorito”]

“Eu amo você. Lembre-se. Eles não podem tirar isso de nós.” 

[divider3 text=”Capa e Diagramação”]

Começando pela a capa posso dizer que a editora fez um trabalho incrível, primeiro porque é tudo como se fosse espelhado, segundo porque no nome da autora e do livro estão o rosto de Lena, o que deixa tudo ainda mais bonito e perfeito. Achei bem diferente e original. Tem algumas edições com capas diferentes como pode conferir abaixo, mas prefiro mil vezes essa da editora, tornou tudo mais intrigante.

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A diagramação também está ótima, a forma como os capítulos foram divididos ficou bem interessante, sendo que cada um começa em uma nova página. Não tenho reclamações quanto a tradução, pois achei que está ótima sem nenhum erro grotesco. Somente acho que deveria ter uma divisão quando acabasse e começasse uma nova cena dentro do mesmo capítulo, somente para facilitar ainda mais a leitura.

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[divider3 text=”Nota da Nathy”]

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About the Author:

Nathalia Garcia - A Nathy! Tem 26 anos e é formada em Psicologia. Seu maior vício são os livros, ela sempre está se arriscando em um novo desafio literário. Romances policiais são os seus favoritos. Nos últimos anos também se tornou uma apaixonada por séries. Once Upon a Time e Criminal Minds são algumas das suas séries prediletas.

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