Orgulho e Preconceito – Jane Austen – #Resenha

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Sinopse: Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.

Ficha Técnica

Orgulho e Preconceito - Jane Austen - #Resenha | OBLOGDAMARI.COMTitulo Nacional: Orgulho e Preconceito – Skoob

Titulo Original: Pride and Prejudice – Goodreads

Autora: Jane Austen

Tradução: Marcella Furtado

Editora: Landmark

Ano: 2008

ISBN: 978-85-88781-38-2

Número de páginas: 229

Sobre a Autora

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Jane Austen (1775-1817), escritora inglesa proeminente, considerada geralmente como a segunda figura mais importante da literatura inglesa depois de Shakespeare. Ela representa o exemplo de escritora cuja vida protegida e recatada em nada reduziu a estatura e o dramatismo da sua ficção. Nasceu na casa da paróquia de Steventon, Hampshire, Inglaterra, tendo o pai sido sacerdote e vivido a maior parte de sua vida nesta região. Ela teve seis irmãos e uma irmã mais velha, Cassandra, com a qual era muito íntima. O único retrato conhecido de Jane Austen é um esboço feito por Cassandra, que se encontra hoje na Galeria Nacional de Arte (National Gallery), em Londres. Seus irmãos, Frank e Charles, serviram na marinha britânica, alcançando o posto de almirantes. Em 1801, a família mudou-se para Bath. Com a morte do pai em 1805, Jane, sua irmã e a mãe mudaram-se para Chawton, onde seu irmão lhes tinha cedido uma propriedade. A “cottage” em Chawton, onde Jane Austen viveu, hoje abriga uma casa-museu. Jane Austen nunca se casou: teve uma ligação amorosa com Thomas Langlois Lefroy que não evoluiu; foi noiva ainda de um rapaz muito mais novo que ela, Harris Bigg-Wither, mas mudou de opinião no dia seguinte ao do noivado. Tendo-se estabelecido como romancista, continuou a viver em relativo isolamento, na mesma altura em que a doença a afetava profundamente. Pensa-se que ela pode ter sofrido do Mal de Addison (doença que atinge as glândulas suprarrenais), Linfona de Hodgkin ou mesmo de tuberculose bovina. Viajou até Winchester para procurar uma cura, mas faleceu ali, aos 41 anos, sendo sepultada na catedral da cidade.

A fama de Jane Austen perdura através dos seus seis melhores trabalhos: “Razão e Sensibilidade” (1811), “Orgulho e Preconceito” (1813), “Mansfield Park” (1814), “EMMA” (1815), “The Elliots”, mais tarde renomeado como “Persuasão” (1818) e “Susan”, mais tarde renomeado como “A Abadia de Northanger” (1818), publicados postumamente. “Lady Susan” (escrito entre 1794 e 1805), “The Brothers” (iniciado em 1817, deixado incompleto e publicado em 1925 com o título “Sanditon”) e “Os Watsons” (escrito por volta de 1804 e deixado inacabado; foi terminado por sua sobrinha Catherine Hubback e publicado na metade do século XIX, com o título “The Young Sister”) são outras de suas obras.

Opinião da Nathy

Há muito tempo estava querendo ler esse livro porque sua adaptação para o cinema é um dos meus filmes favoritos, mas sempre aparecia um outro livro na frente e a oportunidade passava. Até que fiz o desafio literário e decidi que seria a minha próxima leitura, tinha certeza que iria aproveitar ao máximo e me apaixonar novamente pelos personagens e foi exatamente isso que ocorreu. Não achava que fosse ser possivel ficar mais apaixonada por essa linda história de amor, mas o livro somente tornou tudo maior. Tudo bem que é tem algumas diferenças do filme, mas não me importei com isso porque seria impossivel colocar tudo então tem que adaptar para o tempo disponivel e inclusive deixar mais atrativo para aqueles que não conheciam essa história. Bem diferente do tempo que a série da BBC teve que foi bem fiel ao filme e consigo entender porque os fãs são tão loucos por ela.

Os livros da Jane são demais porque ela própria tinha uma visão muito avançada para a sua epoca, sem deixar de lado o romance, uma vez que ela própria ao que tudo indica não conseguiu seu felizes para sempre. Quando li a Abadia de Northanger tive uma dificuldade muito grande com a sua linguagem e em diversos momentos acabou por ficar cansativo, mas em Orgulho e Preconceito passei a devorar as páginas como se não houvesse amanhã. A leitura fluia de forma que não consiga parar até chegar no seu final, mesmo sabendo como poderia finalizar e posso dizer que o final alternativo do filme foi a melhor forma de encerrar cm certeza gostaria de ter visto aquela cena no livro de uma forma bem mais descritiva.

É uma verdadeuniversalmente reconhecida que um homem solteiro, possuidor de uma grande fortuna, deve estar em busca de uma esposa.

Sempre achei que a personagem Elizabeth Bennet era de uma força incrivel principalmente quando mexiam com sua família, mas em muitos momentos também me deixava irritada por julgar facilmente o comportamento das outras pessoas. Não conseguia acreditar na mudança de seus sentimentos pelo Mr. Darcy por achar que tudo estava acontecendo de forma muito rápida, mas durante a leitura conseguia ver a evolução de seus sentimentos ao perceber que estava completamente enganada, as cenas finais foram ainda mais lindas e deveriam sim ter sido acrescentadas no filme porque teria dado um toque especial. Não vou dizer que ela é uma das minhas mocinhas preferidas, mas gosto dela o suficiente para não conseguir imaginar par mais perfeito para o Mr. Darcy.

Agora o Mr. Darcy cada vez que aparecia fazia meu coração bater mais rápido. No começo ele também era de uma atitude grosseira, suas palavras direcionadas para a Elizabeth nunca deveriam ser ditas para nenhuma dama mesmo que não a conheça, também por se deixar levar pela forma que a sociedade agia. Ao decorrer do livro é possivel perceber o momento em que seus sentimentos mudam e passa a fazer o que for necessário para tentar conquistar o amor de sua vida, nesse ponto já estava mais do que apaixonada por ele. Não sei o que acontece mais os mocinhos misteriosos que estão agindo pelo bem da mocinha me deixa completamente apaixonada.

Que o céu me proiba! Seria o maior infortunio de todos! Alguém determinado a odiar um homem e o acha agradavel! Não me deseje tamanho mal.

A doce Jane continua da mesma forma que no filme, sempre acreditando no melhor das pessoas mesmo quando se tem os fatos expostos de que a pessoa é da má indole. Uma mulher que está na idade de se casar e finalmente encontra o amor de sua vida, porém sofre algumas decepções sem dizer uma palavra contra as pessoas que a fizeram tamanho mal. Por isso o Sr. Bingley é o ideal para ela, tão bem humorado e igenuo que me proporcionou os momentos mais engraçados do livro, mal via a hora de vê-lo tomando uma atitue quanto aos seus sentimentos.

Já Lydia Bennett é a segunda personagem detestavel desse livro, entendo que naquela epoca tudo que uma garota poderia desejar era se casar, mas ela tinha atitudes tão infantis que nunca percebeu o quanto estava errada ao agir da forma que fez. Egoista ao ponto de pensar somente em sua felicidade e mesmo depois de um tempo teve a audácia de agir como se nada tivesse acontecido e achar que sua família tem alguma obrigação com ela. Assim como o Wickhman um homem que parece que calculava cada um dos seus passos para ver o sofrimento do Mr. Darcy, não gostei dele quando apareceu no filme e muito menos no livro, não imagino como essa família pudesse ficar tão encantada com esse homem.

Então, Srta. Eliza, soube que você está muito fascinada por George.

Personagens detestaveis não faltaram no livro, vou falar primeiro de duas que me tiraram do sério com seu jeito arrogante e descontrolado. A Sra. Bennet não consgeuia pensar em outra coisa do que ver suas filhas casadas, o pior de tudo era que não estava pensando na felicidade delas e sim que tivessem um marido para colocar um teto em sua cabeça, não consegui sentir nenhuma simpatia pela mesma. Tudo o que fazia era magoar um pouco mais a Lizzie com suas atitudes, ainda bem que o Sr. Bennet sempre esteve presente para a proteger. A outra personagem foi Lady Catherine que com todo o seu dinheiro deveria ter uma postura mais apropriada para alguém que se dizia superior, não gostei do momento que apareceu e seus comportamentos ultrapassavam todos os limites.

A irmã do Sr. Bingley também era de um veneno sem igual, mas teve um destino bem apropriado ainda que não foquem muito nisso. Desde o começo estava planejando se casar com o Mr. Darcy, tentando de todas as formas chamar a sua atenção inclusive trazendo no meio da conversa sua irmã ou humilhando de uma forma não tão discreta a Lizzie. No filme ela não tem a metade da crueldade e do veneno que a personagem do livro.

Ela frequentemente tentava provocar Darcy conduzindo-o a detestar sua convidada, ao falar de um suposto casamento entre eles e planejando sua felicidade em tal aliança.

Obviamente que recomendo esse livro para todos os apaixonados por um excelente romance, mas também acho que vale a pena conferir o filme e a série da BBC. Para aqueles que gostam de fugir um pouco desse estilo tem a série Lost in Austen que conta a história de uma maneira bem distorcida.

Quote Favorito

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Capa e Diagramação

Orgulho e Preconceito - Jane Austen - #Resenha | OBLOGDAMARI.COMJá tinha visto outras capas internacionais, mas essa capa com a menina em destaque está linda. Somente acho que se tivessem deixado ele mais borrado ou então de costas teria ficado muito melhor, porque não consigo imaginá-lo como o Mr. Darcy. As cores também seguem um padrão de histórico que deu uma leveza ao livro. A nacional com a capa do filme é simplesmente linda, a foto do casal está em paz e talvez pelo fato de imaginar o Matthew como meu Darcy não me incomodou nenhum um pouco o destaque que teve. Quanto a diagramação a minha versão é a bilingue, então na parte em português cada capítulo inicia em uma nova página, mas fora isso não tem nenhum detalhe em especial. Na parte em inglês os capítulos continuam na mesma página e as falas estão divididas em duas colunas.

Nota da Nathy

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About the Author:

Nathalia Garcia - A Nathy! Tem 26 anos e é formada em Psicologia. Seu maior vício são os livros, ela sempre está se arriscando em um novo desafio literário. Romances policiais são os seus favoritos. Nos últimos anos também se tornou uma apaixonada por séries. Once Upon a Time e Criminal Minds são algumas das suas séries prediletas.

10 Comments

  1. Beatriz Teixeira 28 de julho de 2015 at 13:17 - Reply

    Sou apaixonada pelo filme,
    Leio bastante, mas tenho medo de começar essa leitura e desistir (o que seria quase uma ofensa a essa obra maravilhosa), por causa da escrita.
    É uma leitura rebuscada no nível de Dom Casmurro?Ou algo como A Gerra dos tronos (sim, algumas pessoas acham a escrita pesada)?

    • Nathalia Garcia 29 de julho de 2015 at 16:10 - Reply

      Oiee Beatriz!!

      Eu acho que ele está mais para o nivel de Dom Casmurro. Mesmo porque não li A Guerra dos Tronos rs. A leitura é densa. Mas, no final vale a pena. Eu acabei me apaixonando pelo dois. Pelo livro e pelo filme =)
      Beijos

  2. Marielle Falcão 7 de julho de 2015 at 19:16 - Reply

    Olá, no filme tem antagonista? se sim, o que ele faz para atrapalhar o protagonista?

  3. JARDEL BORGES 26 de junho de 2015 at 11:49 - Reply

    GOSTAREI DE SABER QUAL PONTO OU TRECHO QUE RELATA ORGULHO E PRECONCEITO NO LIVRO OU NO FILME, PODEREI ME DIZER,
    ATENCIOSAMENTE, OBRIGADO. FICO NO AGUARDO DE RESPOSTA COM ÊXITO…

    • Nathalia Garcia 4 de julho de 2015 at 15:48 - Reply

      Oiee Jardel!!

      Uma cena das cenas que mostra o preconceito é da parte do Darcy quando faz a declaração de amor para a Elizabeth. Ele “ofende” a sua família dizendo que eles são pobres e fala dos modos de sua mãe. E ela sendo orgulhosa ao rejeitar a sua proposta. Tem outras cenas, mas essa é uma das mais fortes.

  4. Gabriel H.C do Bom Fim 12 de junho de 2015 at 15:47 - Reply

    Olá. Observei um pequeno erro e gostaria de contribuir para que fosse corrigido.
    Esta escrito “gsotei” ao invés de “gostei”. Arrume se possível; muito obrigado pela atenção graciosa e gostei do seu trabalho.

    • Nathalia Garcia 4 de julho de 2015 at 15:44 - Reply

      Obrigada pela informação Gabriel estarei arrumando =)

  5. Maira 27 de maio de 2015 at 21:35 - Reply

    Eu gostei da tua resenha, porém deixo uma observação: a abreviação de “senhor” (em inglês “mister”) é Mr.
    A abreviação que tu usaste (Mrs.), refere-se a senhora. Fica a dica! ^^

    • Nathalia Garcia 29 de maio de 2015 at 14:25 - Reply

      Ola Maira!!

      Obrigada pela dica não tinha percebido isso já vou arrumar =)
      Beijos

  6. Caneta literária 13 de abril de 2015 at 20:40 - Reply

    Jane Austen, sua linda!

    https://canetaliteraria.blogspot.com/

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