Apegados – Amir Levine e Rachel Heller – #Resenha

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Sinopse: Cada vez mais fazemos uso da pesquisa científica para conquistar melhor qualidade de vida. Sabemos o que devemos ou não comer, conhecemos o tipo de exercício que devemos praticar e por quanto tempo devemos fazê-lo, aprendemos alternativas viáveis para conquistar o sono revigorante… No entanto, nossos relacionamentos amorosos, parte importante de nossa vida, não parecem tão avaliados e estudados. Geralmente temos a sensação de que essa coisa de amor é um assunto da sorte. Mas será possível que a ciência explique por que algumas relações são produtivas e enriquecedoras, enquanto outras nos deixam perturbados e alienados? Pode a ciência explicar como muitos criam vínculos amáveis sem esforço algum, enquanto outros têm que lutar tanto pelo amor? Para o psiquiatra Amir Levine e a psicóloga Rachel Heller, a resposta é um evidente “;sim”;.

Em “Apegados” — livro baseado nas pesquisas da Teoria do Apego, de John Bowlby —, os autores revelam como compreender os mecanismos de afeição que se criam entre os adultos, o que certamente nos ajudará a encontrar e a manter o amor. Seja você do tipo “;ansioso”;, “;seguro”; ou “;evitante”;, Levine e Heller se encarregam de oferecer instrumentos suficientes para que você possa construir relações mais fortes e reparadoras com as pessoas que ama. Primeiro Capítulo.

Ficha Técnica

Apegados - Amir Levine e Rachel Heller - #Resenha | OBLOGDAMARI.COMTitulo Nacional: Apegados – Skoob

Titulo Original: Attached – Goodreads

Autores: Amir Levine e Rachel S.F. Heller

Tradução: Marcos Maffei

Editora: Novo Conceito

Ano: 2013

ISBN: 978-85-8163-196-7

Número de páginas: 303

Sobre os Autores

Apegados - Amir Levine e Rachel Heller - #Resenha | OBLOGDAMARI.COMDr. Amir Levine é psiquiatra de adultos, crianças e adolescentes e neurocientista. Formou-se no programa de residência do New York Presbyterian Hospital/Universidade de Columbia, onde, atualmente, é diretor de pesquisas em um projeto patrocinado pelo National Institutes of Health. O Dr. Levine mantém um consultório particular na cidade de Nova York, onde mora.

Rachel S. F. Heller é mestre em psicologia socio-organizacional pela Universidade de Columbia. Trabalhou como consultora gerencial para diversas corporações. Vive com o marido e três filhos em São Francisco.

Opinião da Nathy

Esse não é o estilo de livro que seria minha primeira opção de leitura, mas confesso que quando foi lançado pela a editora fiquei bem curiosa sobre como os neurocientistas abordariam essa questão. Ao contrário de outros livros nessa mesma linha, consegui aproveitar demais Apegados, gostar da leitura e pensar que realmente acrescentou algo de diferente na minha vida. Não é um livro que estabelece regras que toda a pessoa deve seguir sem nem questionar, mas sim algo para que possa se entender e porque alguns de seus relacionamentos dão certos e outros não, inclusive chega a tirar um peso de seus ombros quando para analisar aquele relacionamento que mais te marcou ou porque não consegue se estabelecer com alguém.

O livro é baseado na teoria do apego de John Bowlby e não é a abordagem que sigo dentro da psicologia, quando na época da faculdade estudei essa teoria simplesmente a tinha descartado e fique pensando o que levava uma pessoa a pensar dessa forma. Mas, com nessa leitura foi tudo diferente, foi como se estivesse relendo a teoria do Bowlby com outros olhos e até mesmo a apreciando. Os mesmos mecanismos de atenção usados pelas crianças com seus objetos de afeição são impregnados na vida adulta, justamente pela base de apego na qual acabou sendo criado. Apesar de ter termos da psicologia e também da teoria do Bowlby os autores não deixam nada sem explicação para que qualquer leitor seja capaz de fazer essa leitura, tudo flui de uma maneira muito leve.

Compreender os estilos de apego é uma maneira fácil e confiável de compreender e prever o comportamento das pessoas em qualquer situação romântica.

Vou falar um pouco separadamente de cada apego assim como fizeram os autores. Começando pelo ansioso ele basicamente é o que gosta da atenção e espera que o seu companheiro esteja disponível a qualquer hora do dia para poder suprir os seus medos e receios. Se os ânimos mudam no ambiente logo tentam contornar a situação ou agindo com certa agressividade e acaba falando coisas das quais se arrepende ou tende a fazer um drama muito maior do que está realmente acontecendo no momento. Se você está em um relacionamento com alguém do apego evitante essas suas necessidades não serão supridas e muitas vezes nem terá a coragem para expressá-las por medo de perder o objeto que idealizou, principalmente porque tende a acreditar que as suas necessidades não são boas.

Não são boas ou más, são simplesmente suas necessidades. Não deixe as pessoas fazerem com que você se sinta culpado por agir de modo “carente” ou “dependente”.

O apego evitante é o que vive mandando sinais contraditórios para os seus parceiros, tem que tomar cuidado para não confundir o estilo de apego com o transtorno de personalidade bipolar. Ele pode amar muito uma pessoa, mas prefere ter seu próprio espaço e não comunica seus sentimentos abertamente, mesmo quando precisa desse espaço tende a sumir sem nem deixar uma pista não por medo de magoar o seu companheiro, mas porque quer suprir a sua necessidade e nem pensa no que o outro possa sentir. Não consegue entender entrelinhas o que o seu companheiro está querendo mais dele. É importante ressaltar que a pessoa desse apego quer ter o contato com a outra, mas quando tudo começa a ter uma intimidade maior se sente que seu espaço está sendo invadido e por isso recua.

Esteja você solteiro ou envolvido em um relacionamento, mesmo em um compromisso, você está sempre fazendo manobras para manter as pessoas à distância.

Por fim, o apego seguro é aquele que sabe ser carinhoso amoroso e suprir todas as necessidades de seu companheiro, sendo do apego ansioso ou do evitante, porque ele tem as suas questões muito bem resolvidas. Não tem receio de falar de seus sentimentos e acabar sendo dispensado porque sabe que se não foi com aquela pessoa encontrará alguma que o fará feliz. Se tiver que falar sobre algum problema irá compartilhar primeiramente com seu companheiro ao invés de ir atrás de amigos. Mas, a pessoa desse apego não é perfeita, pois em algum determinado ponto pode estar tão focado em outra coisa que acaba por não perceber que o outro está necessitando no momento, mas sempre retoma de algum ponto para que os comportamentos de protestos de seu companheiro entrem em ação.

Assim, parece que aquilo que é um esforço considerável para alguns – manter o equilíbrio emocional frente a uma ameaça – não apresenta nenhuma dificuldade para alguém seguro.

Um ponto positivo no livro é o fato de que tem vários testes para serem feitos, desde o estilo de apego que você é até para testar como você se sairia diante de algumas situações expostas por eles durante um relacionamento. E logo após os testes explicam de uma forma bem clara o que deveria ter acontecido naquele ponto para que não gerasse um conflito entre o casal e também como deveria fazer no futuro, não é exatamente uma regra a ser seguida como já disse antes, mas é algo na qual se basear e aprender a lidar com os conflitos que surgem durante os relacionamentos.

Durante as explicações de cada comportamento os autores se utilizam de exemplos de casais que passaram por seus consultórios, por de colegas ou até mesmo pelo modo que viram seus amigos agirem, o que facilitou demais na compreensão do porque certos comportamentos são inadequados naquele momento. Também gostei do fato de que eles não jogam somente uma bomba no leitor e começam a dar explicações evasivas, eles pegam os exemplos e mostram exatamente o que isso fez no comportamento da pessoa e em sua mente. Não deixa o leitor vazio e sem explicações.

Nós acreditamos que todas as pessoas merecem vivenciar os benefícios de uma ligação segura.

Os passos descritos nesses livros ajudam muito para a pessoa identificar o sue estilo e como tem agido sem muita tolerância com seu parceiro, claro que tem os passos que podem ser aplicados no dia a dia, mas tenho a concepção que cada pessoa se comporta de uma maneira e não de acordo com algo já estabelecido. Mesmo porque me identifiquei em diversas situações com meu estilo de apego, mas outras eu ficava um pouco impressionada que outra pessoa pudesse agir daquela forma. Esse é um livro na verdade para você se conhecer melhor e aprender a lidar com seu companheiro.

Quote Favorito

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Capa e Diagramação

Apegados - Amir Levine e Rachel Heller - #Resenha | OBLOGDAMARI.COMA capa original não diferente em nada da nacional, talvez somente o fato de ter um pedaço em que a afirma uma introdução de Lev Grossman. Como disse não é uma capa que me chama muita atenção, mas condiz perfeitamente com o livro, o problema das expressões que Colin tem, os óculos que o rapaz usa. A cor em azul também condiz com tudo pelo fato do rapaz detestar essa cor e conseguiu dar um destaque legal. Quanto a diagramação está muito boa, cada capítulo e partes iniciam em uma nova página sempre com uma expressão diferente acima. Quando Colin está escrevendo em seu caderno tem uma fonte diferente e está em negrito, assim como no inicio de cada capítulo suas explicações estão em itálico, logo abaixo uma marcação para definir a mudança de cena.

Nota da Nathy

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Onde Comprar

“O livro é uma cortesia da Editora Novo Conceito. A resenha realizada aponta os pontos positivos e\ou negativos de forma sincera, encontrados pela autora do post durante a leitura do livro. A opinião da autora é pessoal e independente da editora.”

About the Author:

Nathalia Garcia - A Nathy! Tem 26 anos e é formada em Psicologia. Seu maior vício são os livros, ela sempre está se arriscando em um novo desafio literário. Romances policiais são os seus favoritos. Nos últimos anos também se tornou uma apaixonada por séries. Once Upon a Time e Criminal Minds são algumas das suas séries prediletas.

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