Os Três – Sarah Lotz – #Resenha

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Sinopse: Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas… Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele… Essa mensagem irá mudar completamente o mundo.  Primeiro Capítulo.

Ficha Técnica

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Titulo Nacional: Os Três – Skoob

Titulo Original: The Three  – Goodreads

Autora: Sarah Lotz

Tradução: Alves Calado

Editora: Arqueiro

Ano: 2014

ISBN: 978-85-8041-269-7

Número de páginas: 393

Sobre a Autora

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Sarah Lotz é roteirista e autora de romances pulp piction com uma queda pelo macabro e por nomes falsos. Escreve histórias de terror urbano como SL Grey e uma série jovem de zumbis com sua filha, Savannah, sob o pseudônimo Lily Herne, além de livros eróticos como Helena S. Paige. Mora na Cidade do Cabo com a família e seus animais de estimação.

Opinião da Nathy

Depois de ter feito a leitura de Roleta Russa tive receio de que esse livro seguiria pelo mesmo caminho. E logo nos primeiro me encontrei perdida na narrativa sem saber ao certo do que estava acontecendo e quem era aquela pessoa que estava narrando. Então parei a minha leitura e fui atrás de resenhas que explicavam que essa era a forma que autora encontrou para escrever sua história e depois disso a leitura passou a fluir muito bem e fiquei muito empolgada com o livro. Acabei me perdendo no começo do livro porque tudo é contato como se fosse a investigação da jornalista Elspeth, que foi atrás das famílias dos sobreviventes nas quedas dos aviões.

E ao contrário do livro mencionado antes nesse não me importei com a constante mudança de personagem, porque a autora escreve de uma forma tão boa que é possível entender exatamente quem está falando e do porque estar falando de tudo aquilo. O livro teve uma boa evolução, mas é no estilo de que tem que prestar muita atenção em cada detalhe porque pode alguns fatos importantes passar despercebidos. Gostei da forma como ela conduziu tudo, somente tive um problema com o final que fiquei parada pensando que não poderia ter acabado naquele ponto.

Talvez alguns leitores não sintam pavor quando as palavras Quinta-Feira Negra são mencionadas.

Tudo começa com Pamela dentro do avião a caminho do Japão para encontrar com sua filha, porém durante a viagem algo acontece com o avião que acaba caindo. Jogada no chão sentindo muito dor vê um menino diante de si, não pensa duas vezes e tenta gravar uma mensagem para seu marido e para o Pastor de sua igreja. Porém, acaba por falecer antes de completar o que estava dizendo. Logo se descobre que mais quatro aviões acabaram caindo em diversas partes do planeta e três deles tiveram apenas uma criança sobrevivente. Então todo um mistério passa a girar em torno dessas três crianças, porque entre tantas pessoas somente elas conseguiram e porque seus familiares acreditam que alguma coisa está diferente com elas?

Eu simplesmente não sabia em quem acreditar durante alguns relatos, senti que sim tinha alguma coisa errada com os três sobreviventes e várias teorias foram abordadas me deixando bem curiosa para saber qual delas seria a verdadeira. Apesar de ter fortes desconfianças por todos e estava certa que ia chegar ao final e ver que tudo não passou mesmo de um engano, eu consegui sentir empatia por diversos personagens que foram apresentados. No entanto, não conseguia sentir absolutamente nada pelas crianças, os sentimentos que as pessoas ao seu redor tinham por elas não me passavam uma sensação boa, era como se estivessem sendo manipuladas.

Ela parecia tão pequenininha, tão vulnerável, ali deitada… E nesse momento jurei fazer tudo o que pudesse para protegê-la.

Personagens principais e secundários não faltam nesse livro, porém a que mais mexeu comigo foi a Lillian, com seu marido Reuben e seu neto Bobby. Uma mulher mais velha que luta para cuidar de seu marido que não tem uma saúde muito boa e de seu neto, um dos sobreviventes. Ela não pensa mais em si mesma somente quer o melhor para os dois, porém começa a perceber que a presença de Bobby causa algumas mudanças positivas em seu marido, tudo porque pensa ser o amor que os está fortalecendo. Fiquei impressionada com a sua força ainda mais para saber quando deveria deixar ir embora mesmo que seja as pessoas que mais ama.

Não me importei com a menina japonesa e seu companheiro de conversa e nem com Paul e todas as suas teorias.
Dentre as teorias abordadas no livro a que mexeu com a religião foi a que mais me incomodou. Entendi que a autora quis mostrar que existem aqueles pastores que vão fazer de tudo para tirar dinheiro daqueles que acreditam. Em alguns momentos tive que parar a leitura porque fiquei um pouco irritada com a forma generalizada como foi abordado. Mas, entendi os pontos delas e não deixei de concordar em diversas partes, tem aqueles que vão se aproveitar na menor causa para atingir seus objetivos. Mesmo que esses passem por cima das pessoas. O pastor Len acreditou no que queria com a mensagem da Pamela, não agia de acordo com o que pregava e estava muito mais interessado na opinião de outros pastores – considerados populares – do que espalhar a palavra de Deus.

Ele segurou meu rosto entre as mãos e me beijou na boca.

Gostei demais desse livro, todo o mistério desenvolvido ainda que tenha ficado um pouco frustrada no final. Não que ele não tenha sido ótimo e tenha fechado de forma muito boa, mas estava esperando por mais. Ainda assim quando outros livros dessa autora saírem eu pretendo ler.

Quote Favorito

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Capa e Diagramação

A diagramação desse livro ficou linda demais, principalmente a lateral de suas folhas que foram impressas na cor preta fazendo uma junção com o livro em si. Como não tem capítulo as frases que antes do começo do capítulo estão em negrito. Quando é parte de conversas em chats é descrita dessa forma, mas com os nomes dos personagens em negrito para o leitor não se perder. Também tem algumas marcações ao longo do livro. As páginas são amarelas e encontrei alguns erros de digitalização que me atrapalharam um pouco na leitura.

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O simples ás vezes é a melhor saída. Nesse caso ficou ótima a capa toda preta somente com os três riscos em vermelho com o rosto das crianças e um quarto risco em preto que explica muitas coisas no livro. O nome da autora em vermelho marcado como sangue também ficou legal, porém um pouco apagado. Já o nome do livro ficou perfeito embaixo e em tons mais claros dando um destaque. Não tem diferença com a capa original o que é um ponto positivo.

Nota da Nathy

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Onde Comprar

“O livro é uma cortesia da Editora Arqueiro. A resenha realizada aponta os pontos positivos e\ou negativos de forma sincera, encontrados pela autora do post durante a leitura do livro. A opinião da autora é pessoal e independente da editora.”
By | 2017-01-06T14:47:27+00:00 16/06/2014|Categories: Livros, O Blog da Mari, Os Três, Resenhas, Sarah Lotz|Tags: , , , , |0 Comments

About the Author:

Nathalia Garcia - A Nathy! Tem 26 anos e é formada em Psicologia. Seu maior vício são os livros, ela sempre está se arriscando em um novo desafio literário. Romances policiais são os seus favoritos. Nos últimos anos também se tornou uma apaixonada por séries. Once Upon a Time e Criminal Minds são algumas das suas séries prediletas.

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