Sinopse: Quando se mudou para Nova York, Franny Banks deu a si mesma três anos para conseguir se estabelecer como atriz. E agora, em janeiro de 1995, faltando apenas seis meses para o fim do prazo, ela não conseguiu grandes avanços. Todas as suas fichas estão depositadas na Apresentação, uma mostra dos alunos do curso de teatro do qual faz parte com diversos agentes presentes. Assim, resta a Franny lutar contra a conta bancária, o cabelo indomável, o tempo e a própria sorte para conseguir aquilo que acredita ser seu por direito.

Ficha Técnica

Quem Sabe um Dia - Lauren Graham - #Resenha | OBLOGDAMARI.COM

Titulo Nacional: Quem Sabe um Dia – Skoob

Titulo Original: Someday, Someday, Maybe  – Goodreads

Autora: Lauren Graham

Tradução: Elaine Moreira

Editora: Editora Record (Grupo Editorial Record)

Ano: 2014

ISBN: 978-85-01-40447-3

Número de páginas: 367

Sobre a Autora

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Lauren Graham se consagrou como atriz no papel de Lorelai na série Gilmore Girls e, mais tarde, coo Sarah Braverman em Parenthood, personagem que interpreta até hoje. Além das aventuras e dos fracassos no show business – incluindo passagens pela Broadway e por produções cinematográficas -, também é formada em inglês pela Barnard College e tem um MFA pela Southern Methodist University. Atualmente dividi o tempo entre Nova York e Los Angeles. Quem sabe um dia é sua estreia na literatura.

Opinião da Mari

Quando a vida imita a arte. Durante a segunda temporada de Parenthood a personagem interpretada por Lauren Graham, Sarah Braverman, decide escrever uma história. E me lembro bem como na época eu pensava no quanto gostaria de lê-la. Anos depois Lauren publica seu primeiro livro, Quem Sabe um Dia! E aqui estou feliz em resenhá-lo.

As histórias sem dúvidas são bem diferentes, até porque foram escritos por pessoas diferentes – se é que vocês me entendem – ainda assim me proporcionou uma alegria muito grande, pois finalmente poderia ler algo escrito por Lauren Graham, Sarah Braverman, Lorelai Gilmore ou qualquer seja a forma que você gostaria de chamá-la.

Os comentários em relação ao livro eram bem positivos e a sinopse do chick-lit, que acompanharia a vida de uma jovem em Nova York em busca do sonho de ser atriz, me empolgou ainda mais, justamente porque Lauren poderia escrever com bastante propriedade sobre o assunto e foi exatamente o que ela fez.

Em um vídeo publicado há pouco tempo pela Editora Record em sua conta do youtube, a autora fala um pouco sobre o livro e comenta que inicialmente não sabia bem onde gostaria de colocar Franny, mas que decidiu que talvez em um próximo livro mostraria a atriz em um papel de sucesso, mas que nesse momento preferia mostrar as dificuldades iniciais de uma atriz e o quanto é necessário ser paciente no ramo.

Sei que ele se esforça bastante, tanto quanto se tivesse um emprego de verdade, mas como é que se pode saber? Como você consegue saber se isso algum dia vai dar em alguma coisa? Como consegue suportar a esperar para que alguém, sabe, a reconheça? Como suportar não saber?

Enfim, do meu ponto de vista a autora conseguiu fazer isso muito bem. Franny inicialmente é bem divertida e tem clichês deliciosos dos chick-lits. Ela é preguiçosa, insegura, mas divertida. Contudo a perseguição por sua carreira é um tanto quanto monótona, exatamente como deveria ser – o que fez com o livro fosse aos poucos fazendo com que a minha empolgação com ele diminuísse muito.

As características divertidas da personagem acabaram se tornando apenas faladas e não vividas, digo, os personagens secundários achavam graça da forma que Franny estava fazendo algum teste, mas particularmente não conseguia ver essa graça pois mesmo com todas as divagações da personagem, ela não sabia o que estava fazendo para agradar as pessoas.

Além disso, a autora focou tanto nessa fase de espera e testes, que acabou de certa forma negligenciando o final – de forma proposital ou não – que acabou do meu ponto de vista de uma maneira muito abrupta. Basicamente durante os 20 primeiros capítulos não há muita ação, desse ponto para a frente a leitura se torna mais dinâmica, mas são nas cinco páginas finais que a autora resolve concluir, sem de fato finalizar a história completamente. Do meu ponto de vista, algumas pontas ficaram soltas – o que não me agrada em um livro.

A resenha já está gigante – me desculpem – mas preciso comentar sobre outros dois pontos importantes – pelo menos para mim no livro. O primeiro deles é sua ambientação. A história se passa em 1995, contudo, diferente de livros como O Futuro de Nós Dois e Me Liga as referências não me remeteram de volta ao tempo. Acredito eu por conta da idade da personagem e dos poucos detalhes mencionados. Uma secretária eletrônica por exemplo é muito utilizada na leitura – fato que adorei – porém receber recados é algo nostálgico, mas não tanto quanto outros detalhes da década passada.

E por fim um dos meus pontos prediletos de um livro, o romance. Ele foi clichê com um triângulo amoroso, onde a escolha final da personagem era óbvia. E ainda assim, nada de fato aconteceu, um ponto falho do meu modo de ver. O foco da história não era o romance, isso fica claro, mas de qualquer maneira, acho que a autora poderia tê-lo trabalho de uma forma mais elaborada.

Olha o romance nesses livros não é para ter um mistério obscuro. É um conceito, uma forma de mostrar diferentes facetas da protagonista, das coisas que ela está enfrentando. É uma forma de deixar a luta interna dramática.

Enfim, o livro não é perfeito, há muitos pontos a serem melhorados, mas para sua estreia eu acredito que Lauren tenha se saído bem. Quem sabe um dia é um livro bom, com uma mensagem inspiradora e motivacional. O recomendo para as fãs da autora, mas sugiro que o leiam sem esperar uma nova Sophie Kinsella.

Quote Favorito

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Capa e Diagramação

Quanto a capa e a diagramação não tenho o que reclamar, o livro está impecável. A editora fez um excelente trabalho. As anotações na agenda de Franny são divertidas de ler e dão um tom mais leve ao livro. As páginas são amarelas e os capítulos sempre iniciam em uma nova página e as mensagens utilizam uma formatação diferenciada.

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A capa do livro me encantou. Adorei os tons de azul, as luzes discretas e o contraste do vermelho do casaco da garota de braços abertos. A simbologia da capa também me agradou muito, combinou perfeitamente com a história.

Nota da Mari

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“O livro é uma cortesia da Editora Record. A resenha realizada aponta os pontos positivos e\ou negativos de forma sincera, encontrados pela autora do post durante a leitura do livro. A opinião da autora é pessoal e independente da editora.”