Sinopse: Meia-Noite na Austenlândia – Charlotte Kinder é bem-sucedida nos negócios, mas não no amor. Tentando se reerguer após um doloroso divórcio — e ainda obrigada a ver o ex-marido se casar com a amante —, ela passa a enfrentar o mundo dos programas arranjados com homens desconhecidos. Sem esperanças, se presenteia com duas semanas na Austenlândia, uma mansão interiorana que reproduz a época de Jane Austen. Lá, todos devem se portar de acordo com os costumes da Inglaterra regencial, ou seja, homens são perfeitos cavalheiros e o espartilho é item obrigatório nos trajes de uma dama. Porém, na verdade, os homens são atores, contratados para entreter as hóspedes.

Todos em Pembrook Park devem desempenhar um papel, mas, com o passar do tempo, Charlotte não tem mais certeza de onde termina a encenação e começa a realidade. E, quando os jogos na casa se mostram um pouco assustadores, ela descobre que talvez nem mesmo o chapéu mais bonito poderá manter sua cabeça grudada ao pescoço. Ao contrário do que se poderia pensar, Pembrook Park se revela um lugar intimidante, e a experiência de Charlotte passa a ser muito diferente da descrita no pacote de férias.

Ficha Técnica

Meia-Noite na Austenlândia - Shannon Hale - #Resenha | OBLOGDAMARI.COM

Titulo Nacional: Meia-Noite na Austenlândia – Skoob

Titulo Original: Midnight in Austenland  – Goodreads

Autora: Shannon Hale

Tradução: Regiane Winarski

Editora: Record (Grupo Editorial Record)

Ano: 2015

ISBN: 978-85-01-40459-6

Série: Austenland

Volume: 02

Número de páginas: 319

Sobre a Autora

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Shannon Hale é uma consagrada escritora de livros infantojuvenis, com vários títulos figurando na lista de best sellers do New York Times. Seu Academia de princesas, agraciad com a Newbery Honor de 2006, foi publicado no Brasil pela Galera Record. Austenlândia é a estreia da autora no universo de romances para adultos. Atualmente, mora com a família em Salt Lake City, Utah.

Opinião da Nathy

Sou uma apaixonada pela a Jane Austen e quando li o primeiro livro tinha ido cheia de expectativas. Mas, como não conseguiu atingi-las nesse segundo fui sem esperar muita coisa. Talvez por isso tenha gostado do livro. A autora fez algumas mudanças do primeiro introduzindo um pouco de mistério nessa nova aventura. Um dos gêneros que mais gosto é de romance policial então eu logo me vi empolgada com o assassinato que ocorre no livro. No entanto, minha empolgação foi diminuindo conforme os capítulos passavam. Não foi dificil descobrir quem estava por trás dessa morte e eu acho que autora acabou se perdendo um pouco na revelação do mesmo e seus motivos. Acabou não me convencendo.

Dessa vez o livro gira em torno de Charlotte Kinder, uma mãe divorciada que encontra em Pembrook Park uma chance para se reencontrar. Uma vez que seus filhos vão passar um tempo com o pai e sua madrasta resolve aproveitar esse período de férias. Assim como no primeiro livro a nova mocinha começa a embarcar nesse incrível mundo criado e passa a não saber mais o que é realidade e o que é farsa. Inclusive não sabe se o assassinato realmente aconteceu ou era tudo sua imaginação. Podendo até mesmo isso tudo estar incluído para distrair seus hospedes. A narrativa é feita em terceira pessoa com o foco completo em Chalortte. Nos momentos que está vivendo em Austenlândia e alguns momentos do seu passado.

Talvez não houvesse problema em se permitir…só um pouquinho?

A Charlotte é uma personagem um pouco apática e diga-se de passagem um pouco distraída. Tudo estava tão claro em minha visão do porque as pessoas estavam se comportando daquela forma, não conseguia entender porque estava tão confusa. No começo não gostava nenhum um pouco dela. Ainda mais porque ficava se lamentando sobre seu ex-marido e a forma como seu casamento acabou. Até conseguia compreender que era um pouco dificil recuperar a confiança após uma perda em sua vida. Mas, ainda assim ela precisava de uma boa sacudida e perceber tudo de errado na sua vida. O que menos gosto é quando a mocinha não repara no homem que é o certo para ela e fica focado no outro estereótipo. No entanto, o que me fez gostar dela é a sua evolução. No final até consegui sentir alguma simpatia pela a personagem.

Eu geralmente gosto daqueles personagens que são mais misteriosos. Porém, por já estar com receio no livro anterior nesse fiquei cismada com os dois personagens com que ela poderia ter algum romance. O Sr. Mallery tentou fazer o papel de um Sr. Darcy, mas não conseguiu convencer. Sua atitude na verdade acabava sendo bem suspeita e um pouco doida. Não consegui torcer para que ficasse com a Charlotte. Ao contrário de Eddie, que estava fazendo o papel de seu irmão. Ele estava presente em alguns dos momentos importantes, mas apenas na metade do livro passou a ter um pouco mais de destaque. Ainda assim não me apaixonei pelo personagem. Nenhum dos dois estava aos pés dos personagens de Jane Austen – uma vez que estavam interpretando esses papéis.

Você quer que eu fique.

O romance não foi bem trabalhado e não consegui acreditar no casal. Tudo ocorreu de uma forma muito irreal. Ainda mais porque ela estava completamente desejando um deles e de repente estava amando o outro. Não conseguiu me convencer de seus verdadeiros sentimentos e nem das mudanças que estava fazendo em sua vida por causa dele. O mistério também não conseguiu prender completamente a minha atenção. No começo até que estava curiosa para saber sobre algumas mortes e para encontrar as pistas do assassino. Mas, depois de tornou monótono porque já sabia quem era e passei a me irritar porque a Charlotte não percebia o que estava bem diante de seus olhos.

No livro anterior os personagens secundários acabaram por ser engraçados e ajudaram muito na leitura. Nesse eles estavam muito apagados e não falavam nada que fizesse sentido. O único da qual consegui gostar um pouco foi do Andrews. Porém, coitado estava praticamente jogado na história sem nenhuma exploração. Assim como os filhos da Charlotte. Tudo o que fizeram foi ficar com seu pai e nem ligar para a mãe. Somente depois de um tempo passaram a valorizar a mulher por tudo o que sempre fez por eles. O ex-marido dela e sua nova mulher então são detestáveis fazendo de tudo para provocar a mulher.

Aproveite o restinho da visita das duas crianças mais maravilhosas do mundo.

Apesar dos problemas na história a leitura flui de uma forma bem rápida. Um bom livro para ser lido em uma tarde tranquila.

Quote Favorito

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Capa e Diagramação

A capa condiz com o nome do livro e está bem mais sombria. Na primeira tinha todo aquele ar de romance e vulnerabilidade. Já nesse está mais para o lado do mistério mesmo. Tendo apenas a mulher na capa. Gostei da forma como todas as cores acabaram combinando. O preto com o azul mais sombrio e de fundo o local onde a história se passa. Ainda tem os tons mais claros no nome do livro para dar uma quebrada. A foto da mulher e as bordas da capa estão em uma textura diferente.

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Já a diagramação segue o padrão do primeiro livro. Os capítulos estão na mesma página sendo divididos pelos dias em que a Charlotte está no local. Quando tem mudança de cena dentro do mesmo capítulo não tem uma marcação. As páginas são amarelas e grossas. Não tive nenhum problema com a tradução/digitalização.

Nota da Nathy

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Datas de Lançamentos

  • Austenlândia #1 – Lançado em  2014
  • Meia-Noite na Austenlândia #2 – Lançado em 2015

Onde Comprar

“O livro é uma cortesia da Editora Record. A resenha realizada aponta os pontos positivos e\ou negativos de forma sincera, encontrados pela autora do post durante a leitura do livro. A opinião da autora é pessoal e independente da editora.”