Sinopse: Dependentes químicos num jogo mortal lutando pela sobrevivência.

Seis estranhos acordam em uma ilha deserta sem qualquer lembrança de como chegaram ali, mas logo se torna evidente o que todos têm em comum: são dependentes de heroína. Sequestrados e colocados à força em um jogo mortal. Em pouco minutos, começam a discutir, porém os ânimos se acalmam quando eles encontram um baú com água, comida e uma carta informando que ninguém irá socorrê-los e que, do outro lado do canal, há uma segunda ilha, onde eles encontrarão mais suprimentos e uma recompensa para quem completar a tarefa: uma dose da mais pura heroína. Quando os primeiros sintomas da abstinência aparecem, eles não veem alternativa a não ser se entregar à pressão psicológica imposta pelos misteriosos torturadores. Então se aventuram em um oceano de terror.

Ficha Técnica

Iscas - J. Kent Messum - #Resenha | OBLOGDAMARI.COMTitulo Nacional: Iscas – Skoob

Titulo Original: Bait – Goodreads

Autor: J. Kent Messum

Tradução: Flávia Carneiro Anderson

Editora: Record (Grupo Editorial Record)

Ano: 2015

ISBN: 978-85-01-40307-0

Número de páginas: 320

Sobre o Autor

Iscas - J. Kent Messum - #Resenha | OBLOGDAMARI.COMJ. Kent Messum é canadense, autor e músico. Já trabalhou como escritor freelancer, produtor, professor de música, bartender, entre outras funções. Ele mora em Toronto com a esposa, um cachorro e três gatos. Iscas foi vencedor do Arthur Ellis Awad, em 2014, na categoria de melhor romance de estreia.

Opinião da Nathy

Comecei a leitura do livro sem expectativa e esse foi um ponto favorável. Como não estava pensando quais abordagens teria facilitou que me conectasse com os personagens e suas histórias. Porém, até certo ponto uma vez que estava bem longe da minha realidade. Eu gostei da forma como a temática sobre os viciados foi abordada. Eu acho que transmitiu o pensamento do que muitas pessoas pensam hoje em dia na nossa sociedade. E como querem tomar atitudes drásticas ao invés de respeitar o próximo. Não é o tipo de leitura ao qual estou acostumada, mas conseguiu me agradar muito.

O livro irá contar a história de seis pessoas viciadas em heroína. Um dia eles acordam em uma ilha deserta sem saber ao certo como chegaram ao local. Em busca de respostas eles passam a explorar a pequena ilha até que encontram um baú. Nele tem alimentos e bebidas. Assim como uma mensagem, eles devem chegar à outra ilha se quiserem sua próxima dose da droga. Nenhum deles está disposto a se arriscar em mar aberto para chegar à outra ilha. No entanto, quando a abstinência começa a atingir um por um eles não têm outra escolha há não ser correr esse risco.

A narrativa é feita em terceira pessoa. O foco muda entre os personagens quando tem relato de seu passado. Nos dias atuais o foco muda entre os personagens presos na ilha e nas pessoas que os colocaram no local. Os capítulos são curtos o que facilitou demais na leitura. Esse é o tipo de livro que quando menos espera já finalizou a leitura. Comecei a leitura e em menos de quatro horas já tinha terminado.

Tick McCabe tinha certeza de que ia conseguir.

O primeiro personagem apresentado é Nash. Ele tenta cuidar do grupo como um verdadeiro líder. Eu pensei que ia ser mesquinho e deixar os outros personagens tentarem sobreviver sozinhos. No entanto, ele mostrou uma forte empatia por todos. Tentando ao máximo salvar a vida deles. Mesmo que estivesse com raiva de algum deles. Teve o pensamento que o grupo apenas conseguiria sobreviver se ficassem unidos. Eu jurava que ia ter algum momento de rebeldia e mandar tudo para os ares. Estava até mesmo torcendo para que não entrasse no jogo das outras pessoas. Que encontrasse um modo diferente de sobrevivência.

Agora Felix – o personagem mais durão – teve atitudes um pouco egoístas. Ainda que afirmasse estar pensando como um grupo e querendo demonstrar preocupação com a sobrevivência dos demais eu senti que estava pensando apenas em si mesmo. Querendo sair daquela ilha com vida. Um homem que cometeu um erro no passado e estava pagando até o dia de hoje por esse erro. Ainda que o autor quisesse o colocar como um personagem forte eu o vi como alguém fraco. Porque passou por algumas adversidades, mas escolheu um caminho diferente para se livrar da culpa.

Já chega. Nunca mais.

Os dois personagens acima foram o que mais se destacaram na minha visão. Por causa de sua força de vontade em querer sobreviver a esse jogo doentio. Mas, tiveram outros dois que me fizeram ficar com muita pena. O primeiro foi o Kenny. Pela forma como foi retratado parecia ser apenas um menino inocente. Apenas porque assumiu ser homossexual seus pais o colocaram para fora de casa e com isso sem saber como sobreviver acabou se envolvendo no mundo das drogas. Nos momentos com ele eu realmente quis entrar no livro e tentar ajudá-lo de alguma forma. Assim como Ginger – a segunda personagem que me fez ficar com pena. Ela coloca o Kenny debaixo de sua proteção. Sem perceber que precisa de todas as suas forças para sobreviver. Passou por situações bem complicadas, mas demonstrou ser uma sobrevivente.

Agora os grandes vilões desse livro são pessoa que eu acredito que tenha muito esse pensamento. De que podem brincar com a vida de uma pessoa sem nem pensar duas vezes. O Capitão Greer inicia um jogo com os viciados em drogas por motivos que não me foram convincentes. Estava apenas se divertindo com a vida deles. Tudo porque estava revoltado após ter passado por maus bocados no Afeganistão. Nada do que passou justifica as suas atitudes e gostaria muito que tivesse tido um final bem trágico.

Se eles não saírem logo, vamos ter que tomar alguma providência.

Esse não é o tipo de livro recomendado para todos os públicos. Justamente por ter uma narrativa mais próxima da realidade. Como muitas pessoas agem com descaso diante do sofrimento do próximo.

Quote Favorito

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Capa e Diagramação

A capa é simples, mas que de alguma forma retrata bem o livro. Com um anzol tendo uma dose de droga como isca. O azul também combinando dando a sensação de ser mesmo um mar. O branco como se fossem as ondas. O nome do livro em destaque e em preto me agradou muito. Como geralmente digo nas minhas resenhas o menos é o ideal. Não precisa de muita coisa para deixar a capa bonita.

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A diagramação também é simples. Cada capítulo inicia em uma nova página. Assim como a mudança na divisão das partes. As páginas são amarelas e grossas. Teve apenas uma parte no livro em que fiquei confusa com a digitalização. Mas, depois que reli a cena percebi do que se tratava. Depois dessa parte não tive problemas com a tradução/digitalização.

Nota da Nathy

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“O livro é uma cortesia da Editora Grupo Editorial Record. A resenha realizada aponta os pontos positivos e\ou negativos de forma sincera, encontrados pela autora do post durante a leitura do livro. A opinião da autora é pessoal e independente da editora.”