Sinopse: A coisa que Alanna mais quer no mundo é ser uma guerreira extraordinária, que vença batalhas e consiga ajudar as pessoas. Ela só tem um problema: no reino de Tortall, meninas não lutam, ou melhor, não fazem quase nada. Então, para realizar seu sonho, ela deve arriscar a própria vida tornando-se Alan de Trebond. Esta é sua primeira aventura, e pode ser a última caso ela não seja forte o bastante para superar as próprias limitações e controlar sua magia, que é mais poderosa do que a maioria das pessoas pode suportar. Para piorar, Alanna é a única capaz de combater o mal que se abateu sobre o reino de Tortall. Está em suas mãos salvar o herdeiro do trono e derrotar os seres milenares que habitam a terrível e amaldiçoada Cidade Negra. O fracasso não é uma opção. Sua grande batalha já começou. Ela pode morrer, ou pior: perder a própria alma para sempre! “Ela estava apavorada: seu rosto parecia quente, as mãos tremiam. Se fracassasse, teria de deixar a corte. Aquele era o dia. Ela nunca se sentira tão forte e tão preparada.” 

Ficha Técnica

A Canção de Alanna - Tamora Pierce - #Resenha | OBLOGDAMARI.COMTitulo Nacional: A canção de Alanna – Skoob

Titulo Original: Alanna: the first adventure – Goodreads

Autora: Tamora Pierce

Tradução: Ana Resende

Editora: Única

Ano: 2015

ISBN: 978-85-67028-63-7

Série: A canção de Alanna

Volume: 01

Número de páginas: 255

Sobre a Autora

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Tamora Pierce é uma escritora norte-americana de ficção para adolescentes, famosa por suas histórias com jovens heroínas como protagonistas. Tamora Pierce recebeu em 2013 um prêmio da American Library Association, que anualmente reconhece um escritor por “uma contribuição significante e duradoura à literatura infantojuvenil”.

Opinião da Nathy

Dentre os lançamentos da editora esse livro foi o que mais tinha chamado a minha atenção. Ainda mais porque a mocinha parecia ser bem decidida e determinada. No começo do livro estava gostando muito da leitura. Mas, quando já estava na metade tive a sensação de que tudo estava indo rápido demais. Tudo para que chegasse a um ponto que fosse do agrado da autora. Chegou o momento em que fiquei bem cansada da leitura e não via o momento em que iria chegar ao seu final. É um bom livro com uma mocinha bem cativante. Porém, no geral o livro não conseguiu me prender tanto quanto estava esperando.

A história é sobre Alanna e seu desejo em se tornar uma grande guerreira. No entanto, nessa sua região não é permitido que as mulheres lutassem. Por isso quando seu pai a envia para um convento – no mesmo dia que seu irmão está indo para seu treinamento – ela consegue fazê-los trocar de lugar. Seu irmão tem o desejo de se tornar um feiticeiro. Com o plano armado os dois trocam de lugares e iniciam uma nova jornada em sua vida. Aquilo que Alanna pensou que seria fácil de conquistar mostra ser um desafio diário.

A narrativa é feita em terceira pessoa com o foco em Alanna. Esse tipo de narrativa tornou a leitura um pouco mais leve em determinadas partes. No entanto, em outras estava se estendendo e deixou a parte cansativa. Gosto quando os autores descrevem em detalhes o que está ocorrendo na cena. Mas, tem situações que não é necessária e o leitor consegue perceber por si mesmo.

Amanhã você vai para o convento e eu vou para o palácio. É isso.

Uma personagem forte e muito segura. Essas são palavras que definem bem a Alanna. Desde o começo ela sabe o que quer e corre atrás dos seus sonhos. Não fica tendo a ideia de que tudo será perfeito. Luta pelo que deseja e passa a ter atitudes de uma guerreira. No caminho tem seus momentos mais frágeis o que tornou a personagem um pouco mais próxima da realidade. Tive meus momentos de raiva porque definitivamente não iria agir como ela. Mas, se analisar a sua idade é comportamento de uma adolescente que está aprendendo a lidar com a sua nova realidade. Gosto da sua força e vulnerabilidade. Tenho certeza que vou gostar ainda mais dela nos próximos livros.

Também gostei muito do personagem do Jonathan. Ele é o príncipe, mas não age de uma forma arrogante. Coloca Alanna sob seus cuidados quando necessário. No entanto, percebe rapidamente que a menina quer lutar as suas próprias batalhas. Como não sabe que se trata de uma menina deixa que lide com seus problemas até certo limite. Queria muito que descobrisse logo que era uma menina e que assim pudesse ter um romance entre os dois. Porque apesar do Jonathan não aparecer tanto ele foi um personagem que conseguiu me cativar. Com seu jeito doce ao mesmo tempo corajoso.

Eu tive que brigar com Gary por sua causa. Ele disse que não era justo que eu ficasse com o melhor só porque sou o príncipe.

Os amigos deles ganham um bom destaque. Como Ralon e Gary. Em um primeiro momento pensei que o Gary sabia que a Alanna era uma menina. E que até mesmo estava desenvolvendo sentimentos pela a mesma. Mas, no final mostrou ser mesmo apenas uma forte amizade que nasceu. Ao menos nesse primeiro livro. Ele estava sempre ao lado da menina e disposto a fazer o que fosse necessário para ajudá-la. Se colocava em algumas confusões. Que acabavam deixando o livro mais leve. Assim como o Ralon que sempre que aparecia me fazia dar risada. Um ótimo personagem que merecia um destaque ainda maior. Defendia a Alanna de uma maneira muito engraçada. E ainda fazia provocações a menina sem levar nada a sério.

Entre os mais velhos quem se destacou foi o Roger. Ele seria o próximo na sucessão ao trono se não fosse pelo Jonathan. Por isso quando o menino ficou doente minha desconfiança caíram sobre esse personagem. Tem um interesse muito grande na Alanna e age como se amasse a todos ao seu redor. Que não se importasse nenhum um pouco com o trono. Mas, eu tive a impressão no livro que estava sim tramando alguma coisa contra o príncipe. Espero que as minhas suspeitas sejam comprovadas como certas nos próximos livros.

Vou pôr a culpa toda em você.

O final do livro deixou um pouco a desejar. Teve uma finalização abrupta sem realmente ser um final. Isso deveria ter sido para deixar o leitor curioso sobre os próximos volumes, mas não foi o meu caso.

Quote Favorito

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Capa e Diagramação

Eu gostei muito capa desse livro. Com a menina segurando a espada e em seu rosto tem uma determinação muito grande. No fundo mostrando o reino na qual ela estaria. As cores também combinaram bastante. O nome do livro tendo um ótimo destaque. Muito mais do que o nome da autora. Já a diagramação é simples. Cada capítulo inicia em uma nova página. Tem marcação com a mudança de cena dentro do mesmo. As páginas são amarelas e grossas. Não tive problemas com a tradução/digitalização.

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Nota da Nathy

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Datas de Lançamentos

“O livro é uma cortesia da Editora Única. A resenha realizada aponta os pontos positivos e\ou negativos de forma sincera, encontrados pela autora do post durante a leitura do livro. A opinião da autora é pessoal e independente da editora.”