Sinopse: Audrey, 14 anos, leva uma vida relativamente comum, até que começa a sofrer bullying na escola. Aos poucos, a menina perde completamente a vontade de estudar e conhecer novas pessoas. Sem coragem de sair de casa e escondida por um par de óculos escuros, a luz parece ter mesmo sumido de sua vida. Até que ela encontra Linus e aprende uma valiosa lição: mesmo perdida, uma pessoa pode encontrar o amor. Primeiro Capítulo.

Ficha Técnica

À Procura de Audrey - Sophie Kinsella - #Resenha | OBLOGDAMARI.COMTitulo Nacional: À Procura de Audrey – Skoob

Titulo Original: Finding Audrey – Goodreads

Autora: Sophie Kinsella

Tradução: Glenda D’Oliveira

Editora: Galera (Galera Record)

Ano: 2015

ISBN: 978-85-01-10463-2

Número de páginas: 336

Sobre a Autora

À Procura de Audrey - Sophie Kinsella - #Resenha | OBLOGDAMARI.COMSophie Kinsella (nascida Madeleine Wickham, Londres, 12 de dezembro de 1969) é uma escritora britânica. Foi uma ex-jornalista de economia, com especialização na área financeira e começou uma carreira como escritora.

Opinião da Mari

Comecei a leitura de A Procura de Audrey depois que a Mirelle (Recanto da Mi) me indicou o livro no twitter. Não estava animada para realizar a leitura dele, mas ela disse que havia gostado muito, então peguei o livro para ler com a mente aberta. Nossa Mari, mas por que não estava empolgada com o livro? A capa dele é linda, a sinopse parecia promissora, mas eu tenho uma relação meio oito-oitenta com a Sophie Kinsella. Me apaixonei por Fiquei com Seu Número, um dos meus livros favoritos da vida! Mas, depois dele não consegui amar nenhum outro livro que li, escrito por ela. E, infelizmente com A Procura de Audrey não foi diferente. Gostei muito do livro, mas não cheguei a amar a leitura.

Audrey tem catorze anos e possui uma vida bem comum, até um incidente em sua escola. O livro não descreve o incidente em si, mas deixa claro as consequências do bullying para uma pessoa. Audrey é diagnosticada com transtorno de ansiedade social e generalizada e depressão, por conta disso ela não sai de casa, tem dificuldade de se comunicar e está sempre de óculos escuros, inclusive dentro de sua casa. Audrey tem sessões com a Dra. Sarah, sua terapeuta, mas apenas quando Linus aparece em sua vida ela apresenta sinais de melhora.

O problema é que a depressão não vem com sintomas práticos como pintinhas pelo corpo e febre, portanto não se percebe de primeira. Continua-se dizendo “estou bem” para as outras pessoas, ainda que não esteja. Você pensa que deveria estar bem. Segue repetindo para si mesmo: “por que não estou bem?”.

Apesar de todos os problemas de Audrey, me senti um tanto quanto indiferente a ela. Entendi a personagem e em alguns momentos até me identifiquei com suas atitudes, mas Audrey em si não chegou a me passar nenhuma emoção, sabe?! Não sei dizer exatamente o que faltou, mas para mim faltou algo. Já Linus ganhou um lugarzinho no meu coração. A forma como ele vê Audrey e a ajuda é encantadora. Queria mais Linus no mundo! O romance entre eles é desenvolvido lentamente, condizente com a condição dela. Mas, não é a solução de todos os problemas!

E, se Linus ganhou um lugarzinho no meu coração, Frank dominou o resto! Frank é irmão de Lauren e o melhor personagem do livro. Ele é viciado em LoC um jogo de vídeo game e sofre nas mãos de sua mãe, assim como todo adolescente. Através dele é possível ver o quão difícil é a relação entre pais e filhos nessa fase da vida. Me identifiquei muito com o Linus e me senti uma adolescente novamente. Odiei a mãe dele! Na verdade, a achei insuportável. Tudo bem, que ela apenas fazia o que achava o melhor para seu filho, que obviamente achava que era autossuficiente. Ainda assim ela me irritou em um nível, que por pouco não abandonei a leitura. Do meu modo de ver Frank é quase um sobrevivente, rs. Um sobrevivente, lindo, carismático e com as melhores frases. Já disse que ele é meu personagem favorito, né?!

– Nós nos amamos porque respeitamos as escolhas uns dos outros e entendemos quando uma pessoa tem um hobby que adora, assim jamais estragaríamos as suas coisas propositalmente… Ah, espera aí.
– Frank, não pode escrever isso! – repreende mamãe com rispidez.

– Agora não podemos deixá-lo levar isso para a aula. Vou ter que mandar um recado pela agenda. Cara Sra. Lacy, infelizmente o dever de casa de Felix foi.. O quê?
– Inaplicável à família Turner, pois os membros não entendem o conceito de amor além da sua própria versão egoísta. – A voz sonora de Frank se faz ouvir da pia.

Enfim, a narrativa do livro é feita por Audrey em primeira pessoa, um ponto muito positivo, pois foi possível entender exatamente o que ela sentia. Não apenas por Linus, mas também durante seus episódios e a dificuldade de viver com transtorno de ansiedade e depressão. Sophie Kinsella também possui uma escrita fácil que facilita muito a leitura, ainda assim demorei para me conectar com a história e seus personagens. Achei um pouco cansativa as passagens “filmadas” por Audrey, mas achei interessante a forma que a autora nos mostrou os demais personagens. De modo geral, gostei muito do livro e o recomendo, principalmente para o público young-adult, o qual o livro é destinado.

Quote Favorito

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Capa e Diagramação

A capa do livro ficou linda! Gosto dos tons de verde e a arte que representa Audrey parece bem realista. Não sei se a autora quis fazer alguma referência a Audrey Hepburn, mas para mim foi instantâneo. A cor amarela utilizada na fonte também me agradou, assim como a escolha da editora de manter o padrão da capa original, britânica. Um detalhe que gostei muito está na quarta capa (acho que este é o nome correto) do livro, amei os copos com os nomes dos dois!

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Quanto a diagramação, algo que me incomodou muito foi a falta de numeração nos capítulos. Tenho certeza que deve ter algum motivo para isto, mas senti muita falta de saber exatamente onde eu estava na leitura. As fontes utilizadas possuem um bom tamanho. As páginas são amarelas e o livro possui o formato pequeno, padrão da editora.

Nota da Mari

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Onde Comprar

O livro é uma cortesia da Editora Galera Record. A resenha realizada aponta os pontos positivos eou negativos de forma sincera, encontrados pela autora do post durante a leitura do livro. A opinião da autora é pessoal e independente da editora.