Sinopse: Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor. Primeiro Capítulo.

Ficha Técnica

Todo Dia - David Levithan - #Resenha | OBLOGDAMARI.COMTitulo Nacional: Todo Dia – Skoob

Titulo Original: Every Day – Goodreads

Autor(es): David Levithan

Tradução: Ana Resende

Editora: Galera (Galera Record)

Ano: 2013

ISBN: 97-885-01-09951-8

Série: Todo dia | Volume: 01

Número de páginas: 279

Sobre o Autor

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David Levithan é autor de vários livros aclamados pela crítica, inclusive Will & Will – Um nome, um destino, escrito em parceria com John Green, o primeiro livro jovem adulto gay a entrar na lista do New York Times. Nesta nova obra, ele leva a criatividade a um novo patamar. Com uma trama aparentemente simples, consegue abordar os mais relevantes assuntos cotidianos, nos fazendo questionar a real importância de grande parte dos conceitos e ideais estabelecidos pela nossa sociedade.

 

Opinião da Mari

Não gosto de ler livros com muita expectativa, motivo por qual adiei tanto a leitura de Todo Dia do David Levithan. No seu lançamento, muita gente comentou o quanto haviam gostado dele, então, quando nas primeiras páginas o livro não me ganhou, percebi que não era o momento certo de lê-lo. Agora, anos depois, resolvi aproveitar o lançamento de Outro Dia (história narrada pelo ponto de vista de Rhiannon) para me jogar na leitura de novo. E dessa vez consegui apreciar o livro tanto quanto eu gostaria.

Todo dia é young-adult de leitura rápida e agradável. Ele é narrado por A, um personagem sem gênero definido que habita um corpo diferente a cada dia. Apenas por esta premissa o livro já ganhou meu interesse. Conseguem imaginar isso? Todo dia acordar num corpo diferente! Agora imaginem o que aconteceria se você se apaixonasse por alguém durante este período. Pois é, exatamente isso o que acontece com A, ao habitar o corpo de Justin e conhecer Rhiannon.

Aposto que tem um monte de gente que passa a vida inteira sem dizer a verdade. E essas pessoas acordam no mesmo corpo e na mesma vida todas as manhãs.

Sem dúvida alguma, a melhor parte do livro para mim foram as mudanças de corpos. David Levithan acertou em cheio na diversidade de personagens. É incrível e lindo ver o quão diferente são as pessoas e como cada uma delas percebe o mundo. Apesar do seu “carma” A tem este privilégio. São apenas 24 horas em cada corpo, mas a realidade é que não se precisa muito mais do que isso para conhecermos a essência de cada um deles. Independente de orientação sexual, identidade de gênero, personalidade ou vícios A vive cada uma daquelas vidas nos mostrando a realidade de cada personagem.

Até conhecer Rhiannon, A, procura não interferir na vida dos corpos em que habita. Quando a conhece a situação muda e ele passa fazer de tudo para encontrá-la independente de quanto isto afete a vida das pessoas. Tive um mix de sentimento em relação a isso, pois achei egoísta demais da parte de A fazer isso. Porém, A é um personagem tão carismático e seu amor por Rhiannon tão sincero que você entende suas atitudes. Apesar do amor sincero, assim como Rhiannon tive dificuldade de entender como aquilo poderia dar certo. Pode até parecer fútil da minha parte, mas neste caso o problema não é apenas a mudança constante do exterior, são todas as outras pequenas coisinhas, como o fato de nunca poder acordar ao lado daquela pessoa, não poder ter filhos, não saber se você vai vê-la no dia seguinte, etc, que juntas acabam se tornando um problema muito maior. De qualquer forma, independente da minha opinião, achei que a solução de Levithan foi muito boa!

Quando você experimenta algo grandioso, o momento persiste em toda parte para a qual você olha, e quer ocupar todas as palavras que você diz.

Além do romance principal entre o casal, o livro apresenta tramas pequenas, que gostaria muito de ter visto os desfechos. Será que a garota em depressão, se suicidou na data que havia marcado para seu fim? E o usuário de drogas, será que resolveu mudar de vida, após um dia sem química alguma em seu corpo? Será que o irmão da menina estava mesmo apaixonado? Será que era mesmo por uma menina? E o menino obeso, o que aconteceu com ele? Sei que a ideia do livro é justamente esta, mas eu queria ter visto mais de cada um deles.

Mesmo gostando de vários detalhes do livro, alguns pontos me incomodaram. David Levithan não escreve livros com romances de contos de fada, ele sempre tem esta realidade cruel em suas histórias, algo que não me agrada. Rhiannon também vive um relacionamento com Justin seu namorado babaca, que é meio impossível de compreender. Claro, quando estamos apaixonadas não nos damos conta de algumas coisas, mas vendo de fora não dá para entender como ela se sujeita a viver daquele jeito.

Quero dizer, ficar com alguém mais de um ano pode significar que você ama a pessoa… mas também pode significar que você está sem saída.

E por fim, uma das coisas que eu menos gostei do livro foi a trama criada em cima de um garoto cristão. A intenção do meu modo de ver foi mostrar com muitos pastores manipulam as pessoas ao seu bel-prazer. Mas, a história em si não me agradou, pois mesmo que o garoto fizesse ameaças a A, o que ele poderia fazer de concreto? A, não existe de verdade, no sentido de que ele não é concreto. Então porque se preocupar tanto? Não é como se A pudesse ser morto ou preso entende? Está trama também acabou gerando outras perguntas não respondidas em relação a realidade de A, o que também não me agradou.

De qualquer forma, recomendo o livro, a leitura dele realmente vale a pena, principalmente para os fãs de young adults. Outro Dia, sua continuação vai mostrar o ponto de vista de Rhiannon da história então não espero mais respostas, mas pode ser que seja legal ver a visão dela de tudo.

Quote Favorito

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Capa e Diagramação

A capa do livro segue o mesmo padrão da americana. Não é exatamente uma capa que chama minha atenção, mas de modo geral é bonita, gosto dela. E pelo visto não sou a única, pois o mesmo padrão foi usado em diversos países onde o livro foi publicado.

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A diagramação do livro segue o mesmo padrão utilizado pela editora em seus livros. O livro possui folhas amarelas, os capítulos são numerados de acordo com o dia vivido por A e as fontes possuem um bom tamanho para leitura.

Datas de Lançamento

  • Six Earlier Days – Todo Dia #0.5 – Sem previsão de lançamento no Brasil
  • Todo dia – Todo Dia #1 – Lançado em 2013
  • Outro Dia – Todo Dia #2 – Lançamento Fevereiro/2016

Nota da Mari

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Onde Comprar

O livro é uma cortesia da Editora Galera Record. A resenha realizada aponta os pontos positivos eou negativos de forma sincera, encontrados pela autora do post durante a leitura do livro. A opinião da autora é pessoal e independente da editora.