Sinopse: Um dos maiores fenômenos editoriais dos últimos tempos, o thriller psicológico The Girl on the train, de Paula Hawkins, surpreendeu até mesmo seus editores e a própria autora, nascida e criada no Zimbábue, que vive em Londres desde os 17 anos: em menos de um mês, o livro – que vem sendo comparado pela crítica a uma mistura de Garota exemplar e Janela indiscreta – ultrapassou a impressionante marca de 500 mil exemplares vendidos e alcançou o primeiro lugar nas listas de mais vendidos em todos os países em que foi publicado (Reino Unido, Irlanda, EUA e Canadá) desde seu lançamento em janeiro. A trama, que gira em torno do desaparecimento de uma jovem mulher, com três narradoras femininas duvidosas, conquistou fãs como o mestre do mistério Stephen King, que publicou em sua conta do Twitter que o “excelente suspense” o manteve acordado a noite inteira: “a narradora alcoólatra é mortalmente perfeita”.

O livro segue uma linha de recentes sucessos literários de uma nova geração de autoras que vem redefinindo as convenções do gênero policial, com personagens femininos complexos que fogem do estereótipo de vítimas ou megeras, e tramas que criam suspense a partir de evoluções psicológicas sutis e dinâmicas ardilosas do casamento e relacionamentos. Com os direitos vendidos para 37 países e uma adaptação para o cinema em andamento pela Dreamworks, o romance será publicado no Brasil pela Editora Record em junho, com o título A garota no trem.

Ficha Técnica

A Garota no Trem - Paula Hawkins - #Resenha | OBLOGDAMARI.COMTitulo Nacional: A Garota no Trem – Skoob

Titulo Original: The Girl on the Train – Goodreads

Autora: Paula Hawkins

Tradução: Simone Campos

Editora: Record (Grupo Editorial Record)

Ano: 2015

ISBN: 978-85-01-10465-6

Número de páginas: 375

Sobre a Autora

A Garota no Trem - Paula Hawkins - #Resenha | OBLOGDAMARI.COM

Paula Hawkins foi jornalista na área financeira durante quinze anos, antes de se dedicar inteiramente à escrita de ficção. Sua primeira obra foi A Garota no Trem, lançada em 2015

Opinião da Nathy

Quando o livro foi lançado todo mundo estava comentando do quão bom era a história. De como tinha um final surpreendente. Como a autora conseguiu fazer todo mundo vibrar. Então eu decidi não ler na época. Porque geralmente não gosto dos livros porque vou com uma expectativa muito alta. Já que está todo mundo falando bem o livro devia ser a coisa mais espetacular de todas. Mesmo tendo deixado passar um tempo o livro não me surpreendeu. Não causou nada impactante. Eu acredito que para as pessoas que estão acostumadas com esse tipo de livro não foi algo de outro mundo o final. Menos da metade do livro já tinha minhas suspeitas que no final acabou se comprovando serem as corretas. Por isso que não fiquei tão impressionada como muitas pessoas.

Sim, o livro é bom. Tem uma história muito bem construída. Cada um dos elementos aos poucos vai se encaixando. Nada é exatamente como você espera. Os personagens se escondem atrás de mascaras. Que tem que prestar muita atenção para perceber os pequenos detalhes. A autora acaba soltando diversas dicas ao longo do livro. Apenas que tem que saber quais são essas dicas. Eu gostei muito do jeito que ela descreveu tudo. Não ficou cansativo. Tudo era bem dinâmico. Mesmo já imaginando o final e me irritando um pouco queria chegar ao final. Foi o tipo de livro que me incentiva a continuar na leitura.

O livro conta a história de três mulheres – Rachel, Megan e Anna. Aparentemente essas mulheres não têm nada em comum. Mas, logo alguns fatos começam a aparecer. Mostrando que a vida dessas mulheres não poderia estar mais relacionada. Todos os dias Rachel pega o trem de manhã. E em todas as mesmas quando o trem para fica observando pela janela um casal. Eles têm a vida que ela sonha para si mesma. Ou ao menos é isso que ela imagina. Uma manhã ela percebe que algo está estranho. A mulher não aparece como todos os dias. O homem está sozinho e parece perdido. Logo ela descobre através dos jornais que a mulher desapareceu na noite anterior. Várias teorias passam a surgir em sua mente. Principalmente deois de descobrir que na noite em que ela desapareceu Rachel estava próxima do local. O problema é que não se lembra de nada. Agora tem que correr contra o tempo e descobrir tudo o que houve naquela noite. Senão ela pode acabar sendo a próxima.

O fim de semana se estende à minha frente, 48 horas livres a serem preenchidas. Levo a lata à boca mais uma vez, mas não sobrou uma gota sequer.

Tive problemas sérios com a Rachel. Ela despertava os piores sentimentos. Mesmo com ela narrando boa parte da história não conseguia me conectar com ela. As justificativas para os seus atos eram muito fracas. Tudo se resumia a se afundar na bebida. Não procurava ajuda mesmo com as pessoas ao seu redor oferecendo. Eu entendo que é um problema sério que estava passando. Que cada dia era uma nova luta. Mas, o jeito que estava sendo descrita me irritava demais. Justamente porque já vi pessoas destruindo suas vidas por causa da bebida. Não conseguia me conformar com seu comportamento. Quando quis dar uma de detetive me levou ao limite. Porque ela se colocava em encrencas com a polícia justamente por causa disso. Queria muito que tivesse dando um jeito na sua vida. Que tentasse seguir em frente.

Ao contrário de Megan. Toda vez que ela começava a narrar eu sentia pena da mulher. Ela estava muito perdida em sua vida. Parecia amar seu marido. Ao mesmo tempo em que estava cansada dessa vida. Queria algo além do que tinha. Por isso agia daquele jeito. Não tinha ninguém que a guiasse. Que a aconselhasse. Teve um passado muito sofrido. Necessitava de ajuda desde muito tempo. Porém, nunca teve aquela mão estendida ao seu redor. Quando desapareceu eu fiquei triste por ela. Sabia que algo pior deveria ter acontecido. Porém, não imaginava algumas das reviravoltas. Ainda mais o motivo dela ter sido morta. Apenas quando alguns fatos foram explicados que consegui entender porque o assassino tinha feito aquilo. O que me levava a crer ainda mais que era o meu suspeito.

Já Anna despertou sentimentos contraditórios. Não conseguia perceber se estava falando a verdade ou não. Porque na realidade cada uma delas estava vivendo de acordo com a sua realidade. Ela agia como uma mulher fraca e medrosa. Não lutava mais por nada. Ficou grudada em sua filha como se fosse sua salvação. Não gostava de como aceitava tudo tão cegamente. Não desconfiava da vida que estava levando. Ela tinha sido a outra durante boa parte do tempo e ainda assim agia como se não soubesse de nada. Como se não percebesse os mesmos comportamentos. No final se mostrou muito mais forte. Tudo por causa do amor incondicional que tinha pela a sua filha. Qualquer mulher faria de tudo para proteger a sua filha.

Anna dá meia-volta e entra correndo em casa assim que o vê.

Os personagens secundários foram muito bem trabalhados também. Tirando a polícia. Porque ao que tudo indicava nesse livro a polícia não sabia de nada. Não conseguia seguir as pistas certas. Estava muito perdida e procurando culpados errados. Algumas pistas seguiram corretamente. Mas, não pareciam que estavam investigando a fundo a situação. Mesmo que Rachel não fosse a pessoa mais confiável de todas. Ainda assim deveriam ter questionado o porquê de ela lembrar de tanto coisa. Ou porque estava tendo essa amnésia. Tudo me pareceu relapso demais. Como se apenas importasse algo que eles estivessem vendo. Tanto que isso me incomodou porque Rachel passou a investigar por conta própria.

Mas, voltando aos personagens secundários. Tom é o ex-marido de Rachel. O homem que aos olhos de todos é muito perfeito. Estava sempre cuidando da mulher. Até que ela começou a beber demais. Brigar com ele e inclusive o atacar. Ninguém o culpa por ter construído uma nova família. Na visão de todos ele sofreu muito nas mãos de Rachel. Pior de tudo é que a mulher não deixa ele e sua nova família em paz. Como os personagens são perfeitos eu sempre procuro por algum defeito. Não conseguia acreditar que ele era tão inocente nessa relação. Em minha visão parecia mais que era um relacionamento abusivo. Ele estava tentando colocar a culpa nela. Quando na verdade estava fazendo coisas piores.

Assim como o Scott. O marido que acabou de perder a sua esposa. Está muito infeliz com isso porque a amava demais. Não duvidei nem por um segundo que a amava. Mas, tinha certeza que era aquele amor obsessivo. Que não deixava a mulher nem respirar. Todos os elementos estavam bem claros que se tratava de outro relacionamento abusivo. Scott querendo ter todo o poder da relação. Controlando cada passo que a mulher dava. Não cheguei a suspeitar dele. Porque o marido é sempre o primeiro a ser questionado. Porém, eu desconfiava que tinha aprontado alguma coisa com a mulher. Que ela não tinha saído ilesa da casa. Justamente por causa desse amor tão obsessivo.

Filha da puta, como você é burra, por que você não deixa a gente em paz? Por que não me deixa em paz?

Foi um excelente livro, no entanto não foi exatamente como esperava. Queria realmente ter tudo uma surpresa no final. Ainda assim eu recomendo para quem gosta de um bom thriller. Também um ótimo modo para quem quiser começar nesse mundo. Tenho certeza que não irá se arrepender.

Quote Favorito

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Capa e Diagramação

Eu gostei da capa. Ela tem algo sombrio que condiz com a história. O rosto da mulher parcialmente escondido. Ela estando dentro do trem combinou bastante. Ainda mais porque boa parte da história se passa dentro do trem. O nome do livro está em destaque. E o nome da autora consegue seu espaço. Não está tudo jogado. Cada um está ocupando um espaço. As cores também ficaram muito bonitas. Prefiro a capa nacional do que a original.

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A diagramação é simples. Os capítulos são identificados por quem está narrando no começo. Não tem marcação especial quando ocorre mudanças de cenas dentro do mesmo capítulo. As páginas são amarelas e grossas. Não tive problemas com a tradução/digitalização.

Nota da Nathy

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Onde Comprar

O livro é uma cortesia da Editora Record. A resenha realizada aponta os pontos positivos eou negativos de forma sincera, encontrados pela autora do post durante a leitura do livro. A opinião da autora é pessoal e independente da editora.