Esse é o primeiro reality show japonês que assisto e fiquei completamente viciada. Graças ao Rafael Yokota eu consegui conhecer esse reality tão divertido e viciante. Comecei sem nenhuma expectativa, mas logo no primeiro episódio me encontrei cativada. Conhecendo cada vez mais sobre a cultura deles e o modo de agir. Como é complicado para pessoas que nunca se viram passar a viverem juntas. Cada uma com seu jeito e manias. Não estava esperando que fosse ter algum romance ou brigas. No estilo que ocorrem nos programas do Brasil. Por isso fiquei bem surpresa com o jeito de eles lidarem com as situações. Gosto muito de analisar o comportamento das pessoas e entender o porquê de agirem de tal forma.

Eu simplesmente não conseguia parar de assistir. São episódios rápidos que terminam de um jeito que precisa ver o próximo. O único problema disso tudo é que a Netflix disponibilizou apenas os dezoito primeiros episódios. Então agora estou naquela abstinência. Louca para saber o que irá acontecer com os participantes. Apesar desse pequeno detalhe para controlar a ansiedade vale muito a pena conferir. Aconselho a começar em uma sexta-feira assim não terá problemas no dia seguinte no trabalho.

A Série

Terrace House: Boys & Girls in The City é um reality show japonês. Ao contrário da maioria ele não tem roteiro. Seis estranhos são colocados para morar juntos em uma casa. A única coisa que o programa disponibiliza para eles é a casa e um carro. Que podem utilizar da forma que desejarem. Eles continuam com suas vidas normalmente indo para o trabalho, faculdade e/ou encontrar seus amigos. A única diferença é que no final devem retornar para essa casa. O foco do reality é mostrar as interações dos participantes. Cada um tem seus sonhos e desejos. Claro que ao longo do programa alguns deles podem se interessar um pelo o outro. E partir desse ponto ter um outro tipo de relacionamento.

Além disso, ao longo do episódio tem o pessoal no estúdio que comenta de forma animada as ações dos participantes. Seja para criticar ou rir de algum comportamento deles. Não ficam comentando conforme são mostrados os personagens. Tudo é feito de uma forma bem clara e distinta. Deixando o programa ainda mais leve e divertido.

O reality é uma produção orginal da Netflix com a Tv Fuji.

Vou tentar comentar sobre os episódios sem soltar nenhum spoiler. Não será fácil porque minha vontade e despejar toda a minha raiva em diversas situações. Porém, irei me conter ao não revelar quais foram essas situações.

Eu gostei muito da ideia do programa. Acompanhar a vida deles e como desenvolvem esses relacionamentos. A diferente visão de cada um deles sobre a vida. Sobre como devem agir dentro da sociedade. Todo mundo sabe que em todos os lugares eles exageram sobre muitas coisas. Inclusive sobre as diferenças na cultura. E apesar de ver algumas diferenças outras não foram tão diferentes. Aquela visão que eu tinha deles mudou um pouco. Não são tão ingênuos como parecem. Gostei de ver como tudo foi mais aberto. Sem tem alguma restrição sobre o que deveriam conversar. Ver como fazem o julgamento sobre as pessoas. Eu agora imagino que o Brasil para eles é um país perdido. Justamente pelo modo mais liberal. Muitas coisas na minha visão mudarem. E algumas delas não foi muito positiva. Claro que não acho que nenhum lugar é perfeito. Longe disso todos têm os seus problemas.

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Foi legal de ver que algumas situações se fosse o brasileiro nem ia ligar. Com duas palavras ou nem isso já resolveria a situação. Enquanto, outras que necessitava de um pouco mais de atenção era deixada de lado. Como se aquilo não tivesse importância. Tiveram diversos momentos que eu fiquei pensando porque a participante não comentou nada. Ou porque estava dando voltas desse jeito. Porque não agir logo. Por isso foi uma experiência legal e diferente. Muda a concepção de que tem daquele país e das pessoas. Já disse que quero/preciso de mais episódios? Bom vou comentar primeiro sobre os participantes que gostei, depois dos que menos gostei e dos membros do estúdio que são demais.

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A Mizuki foi a que mais gostei dentro daquela casa. Ela tinha uma personalidade maravilhosa. Ajudava as pessoas dentro da casa. Conversava sobre os problemas deles. Não queria ver ninguém triste. Apoiava quem queria se relacionar. Incentivava mesmo a investir no relacionamento. Não tinha medo de arriscar mesmo que no final pudesse se machucar. Ela conseguia conversar sobre qualquer coisa. Tinha um porte elegante e bem cativante. Eu fiquei encantada com ela. Ela ainda está traçando seus objetivos na vida. O que deseja ter em um futuro próximo. Na cena que ela fala sobre seus sonhos eu fiquei com muita pena. Porque ninguém parecia entender o que ela estava falando. Quando na verdade estava bem clara a sua situação. Depois senti que ela se fechou um pouco não se expondo tanto. Acredito que justamente pelas críticas que havia recebido do pessoal da casa. Não gostei do seu “desfecho” ela merecia muito mais. Justamente por ser uma pessoa tão incrível.

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Depois gostei do Tatsuya. No começo ele parecia um pouco perdido. Estava querendo um relacionamento e não sabia em qual das meninas investir. Por isso gostei do modo como lidou com a situação. Tem uma personalidade muito tranquila. Mesmo quando estava aparentemente bravo não elevou nenhum um pouco a voz. Se fosse no Brasil com certeza o pessoal já estaria aos gritos. Isso foi algo que gostei bastante nele. Estava sabendo lidar com os problemas de uma forma bem tranquila. Em alguns momentos foi tranquilo até demais. Depois que começa a ter um relacionamento com uma das meninas da casa ele ficou ainda mais apagado. Estava esperando que fosse aparecer muito mais. Mostrando um outro lado. De como agem durante um namoro. Mas, eu acho que devido ao trabalho não tinha muito tempo. Ainda assim gostei bastante dele e da menina com quem se envolveu. Os dois combinam bastante.

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Teve duas meninas que eu fiquei sem saber exatamente o que pensar. A Minori começa de um jeito que não sabe o que quer. Tanto em um relacionamento quanto em seu emprego. Ela fica em cima do muro. Mas, ao contrário do que acontece com a Mizuki as pessoas a apoiam. A sua irmã aparece em alguns episódios dando apoio para ela, mas de um jeito firme. Que ela tem que se decidir na vida. Não pode ficar presa desse jeito. Ela como modelo de passarela estava muito dura. Melhorou bastante o seu caminhar, porém precisava melhorar muito mais. Gostei quando conseguiu tomar uma decisão sobre tudo em sua vida. Ainda que as inseguranças ainda estivessem presentes. Já a Yuriko era uma menina muito meiga. No entanto, parecia saber exatamente quais botões pressionar. Estava estudando para ser médica. Estava se dedicando ao máximo aos estudos. Fiquei impressionada com esse seu lado. Porém, teve um momento que fiquei com muita pena dela. Parecia que tinha perdido o seu chão. Pensei que não fosse conseguir lidar com a situação. Mas, ela estava mais centrada. Tentou não transmitir seus sentimentos. Eu entendo ela completamente na sua decisão. Porque os meninos na casa estavam deixando a desejar.

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Os dois participantes que não gostei muito foi o Yuki vulgo sapateador. E o Makoto eu acho que esse foi o que menos gostei na verdade. O Makoto ficava afirmando que queria se dedicar ao beisebol. Que não conseguia pensar em mais nada naquele momento. Porém, eu o achei preguiçoso demais. Como se na verdade tudo o que estava falando era da boca para fora. Sem contar que começou a ter um tipo de atitude que não gostei muito. E pelo visto nem as meninas na casa. Os rapazes então criaram uma situação bem constrangedora. No primeiro episódio pensei que seria um dos meus favoritos. Mas, estava enganada. Foi o que menos me agradou. O tipo de pessoa que não gostaria de ter ao meu lado. Já o Yuki eu fiquei com um pouco de raiva pelo que falou ara a Mizuki. De um jeito um pouco grosso. Depois fiquei com pena porque nada parecia estar dando certo. Podia tentar de todas as formas que ninguém parecia se importar. Ele queria algo além de uma amizade. Mas, as meninas pareciam que o viam apenas desse jeito. Não que ele estivesse errado de tudo. Porém, o modo de falar que tornou tudo um pouco chato.

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Com a saída de dois participantes entraram na casa Arman e Arisa. Ele começou de um jeito bem extrovertido. Conseguiu se adaptar bem ao pessoal da casa. Até que gostei do seu jeito. Era divertido acompanhar seus momentos. Mas, ainda não fui completamente cativada por ele. Talvez nos próximos episódios ele mostre outro lado dele. Quando estava no encontro mesmo não estando bem foi uma atitude legal. Agora a Arasi não me conquistou em nada. Estou achando o seu jeito de ser muito falso. Como se estivesse preparando o terreno para algo. Não sei explicar. Mas, o seu jeito de boa moça não me pegou. Não posso dizer muito desses dois porque aparecem em poucos episódios.

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Por fim, o pessoal no estúdio. Eu mal via o momento de pararem o episódio e voltar para o estúdio. Eu me divertia demais. Principalmente com o Tokui e o Yamasato. Os dois tinham os melhores comentários. As reações do Yamasato eram hilárias. Meus pensamentos em muitas coisas combinaram com o dele. Quando o Tokui começou uma história sobre a Yuriko eu dei tanta risada. Nossa foi um dos melhores momentos. As mulheres faziam seus comentários baseados nos deles. E geralmente falando sobre se agradou ou não o que fizeram. Mas, não eram tão divertidos como os dos dois. E aquele adolescente no programa não tinha muito a ver. Ele não comentava muita coisa. Somente quando o Yamasato tentava fazê-lo concordar com que estava afirmando.

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Um reality show viciante que vale muito a pena conferir. Mesmo que tenha que esperar com ansiedade os novos episódios. É muito interessante ver a interação de todos eles. Mal posso esperar para a Netflix colocar o restante dos episódios. Segundo informações a segunda temporada chega na Netflix dia 15 de outubro de 2016.